Iêmen, SP, Mulher, de 20 a 25 anos, Inuktitut, Gujarati, Tabacaria, Papelaria e escritório, e também regar flores de plástico...

 


 

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## ... Carnaval de uma colombina ... ##




Bateram à minha porta.

## Eu tentei, mas não deu pra esconder. Os arrepios, o brilho, o ar. Quem disse que eu não tava interessada? Quem conseguiria não se interessar por você? Talvez os meus óculos e as minhas havaianas. Mas o resto é todo seu, disponha. Eu queria beber uma cerveja com você qualquer hora. Que surpresa. E traga os seus discos do Depeche Mode. E numa pista qualquer você vai dizer. Vem cá, dança comigo. Pode entrar, esperança. ##



Escrito por ** mari ** às 18h00
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"Chega de conjecturas! As pessoas só se perdem, especulando. Não há regras. Pronto."

## Tem coisa que não se explica mesmo. Só sentindo e se deixando encantar. E bebendo, muito, e falando merda também. Principalmente, e obviamente, quase tudo que diz respeito a relacionamentos está nessa categoria. A gente leva rasteira da vida, se machuca, promete pra gente mesmo que não vai mais bobear e, ainda assim, se comporta que nem idiota de novo. Mas calma! Esse não é um relato arrependido não. Pelo contrário. É só pra que daqui a algum tempo, indeterminado, em que eu estiver maldizendo qualquer coisa que cheire a amor, eu leia e lembre que vai acontecer tudo de novo um dia. Não importa o quanto eu resista. Ou ache que dá pra resistir. ##

"There's a club if you'd like to go
you could meet somebody who really loves you
so you go, and you stand on your own
and you leave on your own
and you go home, and you cry
and you want to die...
When you say it's gonna happen 'now'
well, when exactly do you mean?
see, i've already waited too long
and all my hope is gone...
You shut your mouth
how can you say
i go about things the wrong way?
i am human and i need to be loved
just like everybody else does."



Escrito por ** mari ** às 19h25
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## O amor pode até esquecer de chegar, mas não esquece de acontecer. ##



Escrito por ** mari ** às 10h37
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Meant-to-be.

"Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria

Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
É quando ele é sincero."



Escrito por ** mari ** às 01h19
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Afrodisíaco.

## Eu quero conversar com você sem dizer nenhuma palavra. Eu quero descobrir onde são as suas pintas. Eu quero saber o que você come no café da manhã. Eu quero confundir os seus sentidos. Eu quero assistir você se vestir. Eu quero que a sua voz seja a última coisa que eu ouça antes de dormir. Eu quero ver o seu rosto de perto. Eu quero conhecer você. ##

"A fé move montanhas, mas não se esqueça de empurrar enquanto reza." Mason Cooley



Escrito por ** mari ** às 11h10
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Recapitulando...

## Porque eu não consigo dormir, mesmo estando cansada. E porque a velha falta de fome voltou... ##

"Show me how you do that trick
'The one that makes me scream', she said
'The one that makes me laugh', she said
And threw her arms around my neck
Show me how you do it
And i promise you, i promise that
I’ll run away with you
Spinning on that dizzy edge
I kissed her face, i kissed her head
And dreamed of all the different ways i had
To make her glow
'Why are you so far away?', she said
'Why won’t you ever know that i’m in love with you,
That i’m in love with you?'
[...]
Daylight whipped me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe her name
I opened up my eyes
And found myself alone, alone, alone
Above a raging sea
That stole the only girl i loved
And drowned her deep inside of me
You, soft and only
You, lost and lonely
You, just like heaven."

"It was the hope of all we might have been
That fills me with the hope to wish
Impossible things."



Escrito por ** mari ** às 01h29
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Just like heaven.

## Eu definitivamente tô apaixonada. Por quem eu ainda não sei. Mas as náuseas e as vergonhas e os sorrisos imotivados insistem. É como gostar de tangerina sem nunca ter provado. Ou ter provado sem saber onde achar. Sabe quando a gente acorda e o céu tá azul no matter what? Sabe quando você discorda de você mesmo? Hurry up, before i change my mind! ##

"Give me your eyes
[...]
The sun is humming
My head turns to dust
[...]
And i laugh as i drift in the wind
Blind
Dancing on a beach of stone
Cherish the faces as they wait for the end
Sudden hush across the water
And we're here again
And the sand
And the sea grows
I close my eyes
Move slowly through drowning waves
Going away
On a strange day
My head falls back
And the walls crash down
And the sky
And the impossible
Explode
Held for one moment i remember a song
An impression of sound
Then everything is gone
Forever

A strange day."



Escrito por ** mari ** às 01h03
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Make-believe.

## Sorriso? Pêra. Passagem? Espera. Aula? Banco. Conversa? Papel. Lápis? Lapiseira. Enquanto isso, eu observo. ##

Charles: I got a bet.
Lucinda: Really?
Charles: I bet you $20 that I can kiss you without ever touching your lips.
Lucinda: Kiss me.
Charles: Worth every penny.

quotes from the movie Derailed



Escrito por ** mari ** às 11h49
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A feniletilamina.

## I need to be myself. I can't be no one else. Sorriso, andar e palavra. E pulso. Pulso. I hope, i think, i know. Imprevistos, subterfúgios, entrelinhas. Por mais que você saiba o que fazer e esteja impaciente, as melhores coisas vão vir sem que você tenha feito nada para elas acontecerem. Imaginação. Você tem um senso estético muito deturpado. Tudo fica poderoso, mágico, misterioso. You can have it all but how much do you want it? Garanta o seu happy end. Quando eu te vi andava tão desprevenido que nem ouvi tocar o alarme de perigo. Definitely maybe. Superlativo. Como foi o seu dia? Como é que eu vou conseguir dormir hoje? Exclamações e reticências. Eu converso com você e disfarço. Você quer mais, bem mais. Depois que eu perdi o meu medo, não vou mais te deixar. You need to find a way for what you want to say. But before tomorrow. É, eu sonho alto demais. ##

"Take my hand
break my stride
make me smile
for everytime i've cried."



Escrito por ** mari ** às 01h44
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"Alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe."
Mário Quintana



Escrito por ** mari ** às 11h21
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Make love happen?

## Às vezes acho que o amor é uma ficção. Uma coisa que a gente inventa pra se convencer de que a felicidade existe. E, mais ainda, de que ela pode bater à nossa porta. Uma coisa que a gente não sabe bem o que é, mas sente falta quando não acontece. O engraçado é que, quando acontece, a gente fica tão burro que não percebe direito. Ah, e como o coração é burro... basta um olhar displicentemente lançado, às vezes até distraído, pra gente começar a ouvir coisas em silêncio. Um sorriso então, já dizia minha mãe, pode até matar. ##



Escrito por ** mari ** às 11h27
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## Hoje o meu coração sorriu como há muito não sorria. ##



Escrito por ** mari ** às 00h11
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"Absence makes the heart grow fonder."

## And now i tell you openly you have my heart so don't hurt me. ##

"Oh, my life is changing everyday
In every possible way.
And oh, my dreams,
It's never quite as it seems,
Never quite as it seems.
[...]
I want more, impossible to ignore,
Impossible to ignore.
And they'll come true, impossible not to do
Impossible not to do."



Escrito por ** mari ** às 19h28
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Truque barato.

## Ando pela rua corando, achando que todo mundo sabe o que a gente fez e imaginando que eles também fazem. E fico olhando pras minhas manchas roxas e pensando. E tenho estado com uma vontade louca de usar saias e vestidos. E não é [só] pelo calor. Exacerbar a feminilidade, sabe? Agora sim eu sinto que estou realmente construindo o meu próprio caminho. ##

As manchas roxas
O colunista-penetra e uma questão que assola a alma

A grande questão da humanidade passa longe da razão de estarmos neste mundo, da existência de vida após a morte ou da descoberta de alienígenas povoando outros cantos do universo. Tampouco tem a ver com a pesquisa de uma teoria unificada da física, fenômenos paranormais, tsunami asiático ou gripe dos carrapatos. Não tem relação aparente com o brilho da aurora boreal, com o gol de mão do Maradona, com o sorriso da Madonna (do Da Vinci), com os últimos quartetos que Beethoven escreveu surdo ou, ainda, com o fato de a bateria da Mangueira não usar surdo de segunda.

O que me faz perder mesmo o sono são as manchas roxas que aparecem na perna da menina sem nenhuma explicação.

Por que as manchas roxas? Como chagas, surgem misteriosas pelo seu corpo, marcando meu território, maculando sua tez dulçorosa, de Dulcinéia arrebatada. E não só pelo corpo da minha, ela, mulher própria: as manchas estão em todas as mulheres do planeta. Senhoras apaixonadas, vestindo anáguas; adolescentes de estranhos humores, irritadas; crianças impúberes, de galochas e histórias (da carochinha); leitoras boazudas, cabrochas bronzeadas, de euforia que não cabe dentro dos peitos – a todas acometem as mesmas nódoas. Roxas e nas coxas, principalmente, mas também nos: braços, bunda, panturrilha e outras partes. E volto a perguntar, sem mais enrolação: por que as manchas roxas? De onde vêm?

Quando a menina chega em casa do trabalho, emancipadíssima, ou acorda aos muxoxos, fazendo malcriação, ou volta de viagem cheia de sacolas, ou sai do mar molhada de sal, nunca sabe o porquê das manchas. E, se souber, não diz. Perguntar é perda de tempo. E ficamos assim, os homens, asnos empolados, mais uma vez perdidos na escuridão da nossa ignorância infinita sobre tudo que nos é estranho, ainda que familiar, e sobre o que nos é mais alheio, ainda que tão arraigado dentro de nós: a mulher, esse singular objeto.

Seriam as manchas roxas marcas de amantes descuidados e secretos? Escapadelas pelas tardes vazias, amassos nas esquinas, escadas dos prédios e por trás de cada árvore no caminho de casa? Seriam as manchas lembranças de outros toques? Agouros dos próximos? Seriam elas memórias do seu corpo? Fantasmas te bolinando durante a noite? Eu te encoxando durante o dia?

Ou seriam trombadas e joelhaços involuntários em: cadeiras, mesas, sofás, armários, escrivaninhas, bancos, automóveis, árvores, cachorros, portas, geladeiras, grades, janelas, pedras, crianças, pias, caixas, postes e tudo o mais que puder estar a sua frente? Seriam as manchas provas roxas e materiais da sua peleja diária com o mundo e tudo que o compõe? Evidências da fragilidade do manto delicado que cobre seu corpo, em contraste com sua enorme força para o resto (incluindo gripes, cicatrizes, partos e filas de supermercado)?

Para nenhuma dessas perguntas tenho a resposta. Mas sei que vou morrer tentando descobrir.

 

João Paulo Cuenca é autor de Corpo Presente e colunista da Revista TPM.



Escrito por ** mari ** às 17h12
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Carne, osso, pele... agridoce.

Amanhã talvez vai ser um carnaval, vão falar de mim pro bem ou pro mal. Acho que eu fico mesmo diferente quando falo tudo o que penso realmente. É tolice, eu sei... mas eu imagino.

"olha, não sou daqui
me diga onde estou
não há tempo, não há nada
que me faça ser quem sou
mas sem parar pra pensar
sigo estradas, sigo pistas pra me achar.
nunca sei o que se passa
com as manias do lugar
porque sempre parto antes que comece a gostar
de ser igual, qualquer um
me sentir mais uma peça no final
cometendo um erro bobo, decimal.
na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração.
pelas minhas trilhas você perde a direção
não há placa nem pessoas informando aonde vão
penso outra vez estou sem meus amigos
e retomo a porta aberta dos perigos.
na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração.
[...]
na verdade continuo sob a mesma condição."



Escrito por ** mari ** às 17h52
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