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## ... Carnaval de uma colombina ... ## Ode à brainstorming ## Chuveiro é mesmo fundamental. Não só no sentido biológico. É aquele tempo pra pensar, sozinha. Pensar em tudo e em cada coisa ao mesmo tempo. Sem mais nada, só eu. Eu e a minha consciência. O meu chuveiro é quem sabe tudo de mim. É quem me entende. Mesmo os meus mais secretos surtos-psico-depressivos-do-tipo-drama-queen. É o meu divã de pobre. Pode parecer loucura. Mas piores são os que não se acham loucos, já diria uma colombina. Bom, e aí me vem o real motivo deste post, o último-drama-desse-segundo. O fato é que o utensílio-doméstico-acima-referido acaba sendo o maior responsável pelas minhas epifanias. Sim, eu tenho epifanias. Ou acho que tenho. Ou ainda, gostaria que o que eu tenho fossem epifanias. Mas, voltando pela enésima vez à sessão de hoje, o que acontece é que às vezes eu não me entendo. Na maioria das vezes. Aliás, eu até arriscaria dizer que o normal é eu não me entender. Mas eis que vem o meu analista-elétrico e me ajuda um pouco nessa tarefa. [...] Eu só conseguia pensar mais um dos meus "fiz merda!". Assim mesmo, com todas as letras. Sem os asteriscos que eu costumo colocar pros palavrões. Fiquei lá pensando, com os meus botões, nas últimas besteiras da minha vida. No que eu quero da minha vida. No que eu quero. Eu quero. Eu. Quero. Eu quero amor. Do tipo mais clichê possível. Mas quero também uma paixão avassaladora. Bem brega mesmo, do tipo unha vermelha descascada e tamanco, sabe? Quero aquela companhia-fixa-pro-cinema-domingo-à-noite, pra-festa-do-melhor-amigo-em-dia-de-semana, pra-corrida-no-parque-sábado-de-manhã... e, principalmente, pro cobertor. Assim, sem complementos separados por hífen. Mas quero ar também. Ar assim, no mais amplo sentido da palavra. Quero estar presa e, ao mesmo tempo, livre. Beeeem livre. Mudar pra não mudar a vida, sabe? Sim, porque, além de tudo, eu também sou contraditória. Eu quero alguém que me faça ficar pensando no dia seguinte. Mas, ao mesmo tempo, que me faça não pensar em nada. Que me faça achar que, por um momento, tudo faz sentido. E ficar com aquela cara de boba, encarando um pedaço de pão no café-da-manhã do dia seguinte. E pensando que aquele pedaço de pão é simplesmente o mais perfeito e singelo que alguém jamais poderia imaginar. Aliás, eu adoro essa palavra, singelo. Eu quero um caso de amor. E não é com o meu chuveiro. [post pensado embaixo d'água.] PS:: mas não pensem que isso é um manifesto-do-tipo-desesperada-por-namorado-em-fase-terminal! Eu posso gostar do amor mesmo não amando ninguém. Não amando ninguém e amando todo mundo ao mesmo tempo. Acho que é assim que eu definiria a minha mais-nova-fase-das-últimas-semanas. Eu tô muito feliz solteira. Aliás, bem mais feliz do que eu imaginei que poderia estar. Acho que foi a síndrome-de-gata-escaldada. Acho que é amadurecimento também. PPS:: e só mais um 'acho':: acho que vou ficar solteira por um boooom tempo. E bota bom nisso... ## Escrito por ** mari ** às 21h14 [] [envie esta mensagem] Montanha-russa emocional
## Meu horóscopo de hoje tá dizendo que as coisas que a gente cria sempre mostram para todo mundo um pouco da nossa vida interior. E que, por isso, criar é sempre um ato de coragem. Libertar-se também. Preciso parar com essa coisa de horóscopo... ## Escrito por ** mari ** às 15h23 [] [envie esta mensagem]
mostra de cinema:: dandelion Produção que pretende um olhar poderoso e autêntico sobre o amor e a exploração poética de sua vertente romântica e platônica. Trata-se da história de Mason Mullich, um adolescente que vive em um mundo onde o amor parece estar perdido, em que as famílias existem num silêncio fragmentado no qual os sentimentos se apresentam dispersos. Certo dia, ele conhece uma garota chamada Danny e sua conexão com ela lhe apresenta uma vida muito além da que conhece até então. Ele começa a olhar para dentro de si em busca das respostas às perguntas que o atormentam há muito tempo. Descobre que o amor não somente é possível, como está em toda parte. Vê que nem sempre podemos escolher quem vamos amar, mas que amar, inevitavelmente, é uma escolha a se fazer. Afinal, "a vida continua", como bem simboliza o título do filme, a planta conhecida por aqui como Dente-de-Leão. Numa estação, ela é uma bonita flor amarela. Noutra, torna-se quase uma bola de algodão que, quando soprada, libera suas sementes até ficar vazia e sem qualquer graça. Porém, resta a certeza de que outra estação virá e, com ela, uma nova flor... Dandelion é razão suficiente para colocar o diretor como uma das maiores promessas do cinema independente americano da atualidade. Aliás, "indie" ele já é há muito tempo. Sócio da gravadora Lakeshore Records, Milgard descobriu talentos como as bandas Queens of the Stone Age e Grandaddy. Seu gosto musical também se reflete na excelente trilha de Dandelion e na música-tema, a hipnótica e belíssima "It's a Wonderful Life", do Sparklehorse. Um filme raro, prova cabal da estupidez hollywoodiana que despreza a melhor produção cinematográfica dos Estados Unidos em favor do pipocão imbecilizante da semana. mostra de cinema:: amor em pensamentos Guenther e Paul são dois jovens convencidos de que a vida deve ser vivida no limite e sem regras, o que também vale para o amor. Junto com Hilde, irmã de Guenther, eles vão passar um fim de semana numa casa de campo. Paul fica fascinado por Hilde e se apaixona instantaneamente. Em princípio, ela parece também estar sentindo o mesmo por ele. Mas Hilde, há algum tempo, vem se encontrando secretamente com um rapaz chamado Hans, ex-amante de Guenther. Os três promovem uma festa nos jardins da casa e convidam um grupo de amigos. Surpreendentemente, Hans aparece e provoca uma verdadeira reviravolta nas emoções de todos. Fora de controle e inebriados pelo álcool e as drogas, os quatro protagonistas caminham para um desfecho trágico. mostra de cinema:: nina Atualizando o clássico Crime e Castigo, de Dostoiévski , e ambientando-o em São Paulo, o filme conta a história de Nina, jovem de sensibilidade aguçada e mente fragilizada que aluga um quarto no apartamento de Eulália - uma velha mesquinha e exploradora, reencarnação da velha usurária morta por Raskólnikov no livro do escritor russo. Eulália humilha Nina a todo instante, viola sua correspondência, confisca o dinheiro que a mãe lhe envia, tranca a geladeira a cadeado para impedir seu acesso aos alimentos ali guardados, cada um com a etiqueta "Eulália", símbolo do poder de compra e do direito ao consumo. A tensão chega ao clímax quando Eulália resolve despejar Nina e lhe apresenta o futuro inquilino para o seu quarto. Desesperada, Nina comete um crime hediondo e seu mundo interior se desintegra de vez. e mais:: má educação_contra todos_a música mais triste do mundo_5x2_os educadores_contra a parede_mate seus ídolos_os sonhadores |
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